A situação dos servidores provisórios da educação municipal de Rodrigues Alves chegou ao limite do absurdo. Mais uma vez, trabalhadores denunciam salários atrasados, abandono por parte da gestão municipal e um tratamento que, segundo eles, é desumano e humilhante.
De acordo com os relatos enviados ao Jornal Folha do Juruá, profissionais da rede municipal estão há dois meses sem receber salários. O pagamento referente ao mês de março, início do ano letivo, simplesmente desapareceu das contas dos trabalhadores. A prefeitura pagou apenas abril e, segundo os denunciantes, ainda informou que março talvez nem seja pago.
A pergunta que ecoa nas ruas de Rodrigues Alves é simples: até quando o prefeito e o vice-prefeito vão continuar tratando os trabalhadores da educação como se fossem invisíveis?
Enquanto a gestão aparece em eventos, discursos e publicações bonitas nas redes sociais, professores e servidores provisórios enfrentam a dura realidade de contas atrasadas, aluguel vencendo, filhos para sustentar e geladeiras vazias. O mais revoltante é que, segundo os denunciantes, ao procurarem explicações dentro da Secretaria Municipal de Educação, escutam respostas debochadas e revoltantes.
“Vamos ver né, se sobrar a gente paga vocês.”
Essa frase, atribuída a pessoas ligadas ao setor responsável pelos pagamentos, mostra o retrato cruel de uma gestão que perdeu completamente o respeito pelo trabalhador. Desde quando salário virou favor? Desde quando servidor precisa esperar “sobrar dinheiro” para receber por um serviço já prestado?
Os provisórios denunciam que estão sendo tratados pior que animais. E a revolta não é exagero. Um trabalhador que acorda cedo, enfrenta sala de aula, cumpre horário e ajuda a manter o funcionamento das escolas não merece viver a humilhação de implorar pelo próprio salário.
O mais grave é que essa situação parece ter virado rotina em Rodrigues Alves. Segundo os servidores, os pagamentos só acontecem depois de denúncias públicas e pressão nas redes sociais. Ou seja: sem cobrança, sem salário.
Isso escancara o despreparo administrativo da atual gestão e levanta uma questão séria: para onde está indo o dinheiro público?
Porque recursos para propaganda, eventos e politicagem nunca faltam. Mas quando chega a hora de pagar quem realmente trabalha, a desculpa é sempre a mesma: “não tem dinheiro”.
A população de Rodrigues Alves precisa abrir os olhos. Educação não funciona sem professor, sem servidor e sem dignidade. Uma gestão que humilha trabalhadores e atrasa salários mostra exatamente qual é sua prioridade: nenhuma.
O Jornal Folha do Juruá deixa espaço aberto para que o prefeito, o vice-prefeito e a Secretaria Municipal de Educação expliquem à população por que profissionais da educação estão sendo tratados dessa forma vergonhosa dentro do município.
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