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MPF pede que WhatsApp permita função Comunidades só em 2023

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Nova ferramenta de grupos disponibiliza a participação de milhares de pessoas e será liberada no Brasil após as eleições. O Ministério Público Federal (MPF) reforçou um pedido ao WhatsApp para que o aplicativo de mensagens adie para janeiro de 2023 a implementação no Brasil da função Comunidades, nova ferramenta de grupos do aplicativo que permitirá a participação de milhares de pessoas. O WhatsApp pretende inaugurar a funcionalidade no país depois das eleições de outubro. Após acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empresa concordou em deixar a liberação da nova ferramenta para depois do pleito, a fim de evitar qualquer tipo de interferência no resultado da votação.

Nova ferramenta de grupos disponibiliza a participação de milhares de pessoas e será liberada no Brasil após as eleições

No entanto, de acordo com o MPF, “tal compromisso não impede que o Whatsapp Comunidades seja lançado, no Brasil, logo na sequência, em um período no qual, é importante reconhecer, fluxos organizados de desinformação sobre as instituições e os processos democráticos brasileiros podem ter efeitos especialmente graves para a integridade cívica do país”.

As considerações do MPF foram enviadas ao WhatsApp nesta quinta-feira (28). O documento foi elaborado pela Procuradoria da República em São Paulo, unidade do MPF no estado. No ofício, o órgão afirma que, caso entre em vigor ainda em 2022, a nova função do WhtasApp terá potencial para contribuir com a disseminação de notícias falsas e atrapalhar o combate a esse tipo de crime. O Ministério Público quer o adiamento para “evitar que a atual política de enfrentamento à desinformação da empresa seja alterada ainda neste ano, em um momento no qual fake news sobre o funcionamento das instituições e a integridade do sistema de votação brasileiro podem colocar em risco a estabilidade democrática do país”.

O MPF destacou que, com as comunidades, os administradores desses grupos poderão enviar mensagens a até 2.560 pessoas de uma só vez, e não mais a 256, o número máximo de usuários que podem integrar um grupo do WhatsApp no Brasil atualmente. Para o Ministério Público, essa alteração pode implicar a relativização da estratégia de contenção da viralização de conteúdos hoje em vigor na plataforma.

“Tratando-se de uma funcionalidade nova, ainda não há conhecimento acumulado sobre como, uma vez implementada, suas funções e ferramentas serão exploradas por grupos voltados à produção e à disseminação de desinformação na internet”, opinou o MPF, acrescentando que “a postergação da implementação do Whatsapp Comunidades, no Brasil, para o início de 2023, revela-se uma medida socialmente importante e patentemente razoável”.

O WhatsApp tem 20 dias úteis para responder se acolhe ou não a recomendação do Ministério Público. Caso ela seja rejeitada, o MPF poderá ir à Justiça para fazer valer as providências recomendadas. O R7 procurou a empresa, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

Mesmo pedido foi feito em abril

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Em abril último, a Procuradoria da República em São Paulo já tinha acionado o WhatsApp para sugerir que as comunidades não entrassem em vigor neste ano. Na época, a empresa respondeu apenas que continuaria a desenvolver a função para ajudar as pessoas a se conectar de maneira privada e segura e que seguiria avaliando de maneira cuidadosa e criteriosa o melhor momento para o lançamento no Brasil.

O MPF questionou se o WhatsApp havia chegado a fazer algum estudo sobre o impacto da implementação da ferramenta nas políticas de enfrentamento da desinformação, mas a empresa disse que, “de acordo com a legislação brasileira, não há lei ou regulamento que obrigue o WhatsApp a realizar relatório ou estudo de impacto tal como indicado”.

Para o Ministério Público, as manifestações do WhatsApp não foram satisfatórias e não convenceram o órgão de que será seguro implementar as comunidades ainda em 2022. O MPF entende que, além de evitar práticas organizadas de desinformação após as eleições, o adiamento da função para o ano que vem não deve trazer prejuízos econômicos ao WhatsApp nem ao público que utiliza o aplicativo, visto que a ferramenta ainda não está operando no país.

Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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H. Eduardo Pessoa é Jornalista com DRT e Desenvolvedor Front-End de diversos Portais de Notícias como este destinado à Empreendedores, Jornalistas e Pequenas e Médias Empresas. Experiência de mais de 12 mil notícias publicadas e nota máxima de satisfação no Google e Facebook com mais de 79 avaliações de clientes.

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Caminhão fica preso em área de acesso à balsa no Juruá

Folha do Juruá

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Durante a travessia de balsa no trecho que liga Rodrigues Alves a Cruzeiro do Sul, um incidente chamou a atenção dos passageiros e trabalhadores da embarcação.

Na saída da embarcação, um caminhão de pequeno porte, carregado com sacos aparentemente pesados, acabou ficando preso na lama. O veículo chegou a inclinar parcialmente, deixando um dos pneus enganchado e dificultando a manobra.

 

Fonte: Juruá Comunicação

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Maria Antonia pede reforço policial após denúncias de crimes em área rural de Acrelândia

Folha do Juruá

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A deputada estadual Maria Antonia (PP) voltou a chamar atenção para os problemas de segurança enfrentados por moradores da zona rural de Acrelândia. Por meio de uma indicação apresentada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a parlamentar solicitou ao Governo do Estado o reforço das ações policiais no Ramal do Bigode, localizado no Km 86 da BR-364.

O pedido encaminhado ao Executivo estadual inclui atuação da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Polícia Civil, com foco na intensificação das investigações e no aumento das medidas de segurança na comunidade rural.

Segundo a deputada, moradores denunciam uma sequência de furtos, invasões e atos de vandalismo registrados nos últimos meses. A situação tem gerado preocupação entre as famílias da região, principalmente devido à frequência dos crimes durante o período noturno.

Na justificativa do documento, Maria Antonia afirma que a população vive sob constante sensação de insegurança e cobra respostas mais rápidas das autoridades competentes. A parlamentar defende que o fortalecimento do policiamento e das investigações é fundamental para identificar os autores dos crimes e reduzir os casos registrados no local.

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A indicação foi protocolada na Aleac sob o número 492/2026 e apresentada oficialmente durante sessão legislativa realizada em maio deste ano.

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Padrasto nega relato de bullying e que não sabe como jovem teve acesso a arma

Folha do Juruá

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Em entrevista ao jornalismo da TV5 nesta sexta-feira, 8, o advogado Ruan de Mesquita Amorim, padrasto do adolescente de 13 anos responsável pelo ataque que matou duas servidoras do Instituto São José, em Rio Branco, afirmou estar “destruído” emocionalmente e negou ter ameaçado qualquer integrante da escola antes da tragédia ocorrida na última terça-feira, 5.

Durante a entrevista, Ruan afirmou que nunca entrou no Instituto São José e rebateu informações de que teria procurado uma das vítimas ou feito ameaças à coordenação da unidade escolar. “Eu nunca adentrei naquele estabelecimento, eu nunca ultrapassei os limites daquele muro, daquele colégio. Estou em estado de choque mais uma vez. Se vocês buscarem os registros das câmeras de segurança, vão ver que eu nunca entrei naquele local”, declarou.

O advogado ressaltou que não tinha legitimidade para tratar de questões escolares do adolescente, já que não era o pai biológico do jovem. “Eu não sou parte legítima para ter essa ação. Eu não posso chegar na escola e reclamar de um filho que não é meu. Qual a lógica que eu teria de chegar e ameaçar a coordenadora? Isso é irracional”, afirmou.

Segundo Ruan, ele desconhecia qualquer relato de bullying ou sofrimento psicológico envolvendo o adolescente. De acordo com ele, o enteado mantinha comportamento tranquilo dentro de casa e nunca apresentou sinais de agressividade.“Ele era uma pessoa obediente, tranquila, não apresentava nenhum tipo de sinal de sofrimento. Nunca reclamou da escola, nunca falou sobre bullying ou qualquer outro problema. A gente não tinha como agir porque não tinha conhecimento de nenhuma situação”, disse.

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O advogado também confirmou que a pistola calibre .380 usada no ataque era de sua propriedade legal e afirmou que a arma ficava guardada em um quarto trancado.“Estava no meu quarto, com o quarto trancado. Religiosamente trancado todas as vezes que saíamos de casa. Até hoje eu não sei como ele teve acesso à arma”, declarou.

Ruan relatou ainda que, após tomar conhecimento do ataque, correu até a escola acreditando inicialmente que o adolescente pudesse ser uma das vítimas.“Quando fui me aproximando, vi a movimentação e soube que tinha ocorrido um ataque. Ainda assim, não acreditava que tivesse sido ele. Imaginei que ele fosse vítima. Fui desesperado buscar informações”, contou.

Segundo ele, desde os primeiros momentos colaborou com as autoridades policiais e autorizou espontaneamente buscas em sua residência.“Eu não tinha o que esconder. Fiz questão de abrir minha casa para a polícia. O quarto estava trancado exatamente como eu havia deixado”, afirmou á reportagem.

O advogado disse ainda que acompanha o caso à disposição da Justiça e reforçou solidariedade às famílias das vítimas.“Eu sei que o sofrimento maior é das famílias que perderam seus entes queridos, mas eu também estou sofrendo. Queria ter o poder de ter feito alguma coisa para evitar isso. Nada justifica o que aconteceu”, declarou.

Ao final da entrevista, Ruan afirmou que espera o esclarecimento completo do caso e pediu fé às famílias atingidas pela tragédia.“É uma tragédia que fugiu do controle de todos. Peço que as famílias se apeguem com Deus e tenham fé. Todos estão sofrendo com isso”, concluiu.

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Fonte: ac 24 horas

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