A seleção brasileira se classificou para as quartas de final da Copa América, mas não da melhor forma. O Brasil empatou com a Colômbia por 1 a 1, nesta terça-feira (2), e agora enfrentará o Uruguai no mata-mata. E o próximo jogo não terá Vini Jr., suspenso.
Raphinha fez o gol do Brasil, em bela cobrança de falta, mas Muñoz empatou para os colombianos — tudo ainda no primeiro tempo.
O resultado fez com que o time de Dorival chegasse a cinco pontos no Grupo D, passando de fase em segundo.
A liderança da chave ficou com a própria Colômbia, com sete pontos.
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jogo intenso, tenso e com polêmicas de arbitragem. O Brasil já tinha perdido para a Colômbia nas Eliminatórias e mais uma vez não conseguiu supelá-la.
A má notícia para o Brasil não foi apenas o tropeço, mas a atuação, que em nada lembrou o jogo contra o Paraguai. Sobretudo ofensivamente.
Nas quartas, os colombianos enfrentam o Panamá, sábado, às 19h (de Brasília), em Glendale, no Arizona.
Já o Brasil pega o Uruguai, sábado, às 22h, em Las Vegas, Nevada.
Vini suspenso logo de cara
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A Colômbia impôs ao Brasil um jogo de muita correria, intensidade e força física. O adversário marcou pressão e dificultou a saída de bola do time de Dorival.
Uma preocupação do lado brasileiro era com os cartões. Mas um dos pendurados era justamente Vini Jr, que fez uma falta em James Rodríguez, levou amarelo e desfalca o Brasil na próxima fase.
O cartão foi justo, porque ele atingiu o rosto do colombiano com o braço.
A vantagem brasileira
Mas o Brasil conseguiu o gol primeiro. E de um jeito improvável, considerando o histórico.
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Raphinha acertou bela cobrança de falta, fez 1 a 0 e quebrou um jejum de gols com esse fundamento. O Brasil não marcava de falta desde 2019, com Coutinho, em um amistoso contra a Coreia do Sul.
Em desvantagem, a Colômbia se impôs. Impediu passes de um Brasil que não se achou ofensivamente. Foram poucas jogadas que realmente emplacaram no lado brasileiro. O setor ofensivo não se encaixou.
Defensivamente, o problema foi muito maior. Erros na saída de bola, inclusive com o goleiro Alisson, renderam sustos.
Mas ainda viriam as polêmicas com a arbitragem para apimentar o confronto.
Foi pênalti, não?
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A primeira envolveu a anulação de um gol da Colômbia. A falha na marcação brasileira permitiu que Sánchez cabeceasse livre. Só que o VAR flagrou um impedimento.
Há dúvidas sobre a marcação exata das linhas — se no jogador que fez o gol ou se em outro jogador colombiano. Fato é que houve a anulação, e a questão só ficará mais clara quando a Conmebol divulgar o áudio do VAR.
O segundo episódio polêmico foi mais explícito. Vini Jr. foi derrubado por Muñoz na área, o árbitro marcou escanteio. O VAR até checou, mas mandou a jogada seguir.
Minutos depois, já com o Brasil mais desarrumado, o próprio Muñoz empatou o jogo, aproveitando espaço nas costas de Wendell.
As tentativas, em vão, de Dorival
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O Brasil voltou sm Lucas Paquetá no segundo tempo. Ele esteve apagado na etapa inicial e ainda estava pendurado com cartão.
Andreas Pereira foi a escolha de Dorival para entrar.
Mas o meio-campo brasileiro estava em uma jornada infeliz. Afobado, pressionado e impreciso.
Erros de passe dificultaram as transições ofensivas brasileiras. Ao mesmo tempo, a Colômbia dava o ritmo que queria com a bola.
Raphinha e James Rodríguez brigam pela bola em Brasil x Colômbia, duelo da Copa AméricaImagem: Thearon W. Henderson/Getty Images
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James Rodríguez mais uma vez brilhou — nem parece o mesmo jogador do São Paulo.
Perto dos 26 minutos do segundo tempo, a torcida colombiana, maioria no estádio com 70 mil presentes, chegou a gritar “olé”.
Dorival tentou corrigir os problemas acionando Savinho e Ederson, mas mantendo o time sem centroavante — Vini Jr. passou a jogar centralizado.
Mas o Brasil estava caótico. Tanto que a chance mais clara, claríssima, foi da Colômbia. Borré perdeu de forma inacreditável, dentro da área.
Muita bola longa, muito erro de passe, um time desordenado. No último suspiro, um chute de fora da área de Andreas Pereira resultou em bela defesa de Camilo Vargas. Resultado ruim, atuação ainda pior.
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Ficha técnica
Brasil 1 x 1 Colômbia
– 3ª rodada do Grupo D
Local: Levi’s Stadium, em Santa Clara (EUA)
Data/Hora: 2/7/2024, às 22 (de Brasília)
Árbitro: Jesus Valenzuela (VEN)
Assistentes:
VAR: Mauro Vigliano (ARG)
Cartões amarelos: Vini Jr., João Gomes, Danilo, Bruno Guimarães (BRA); Lerma, Machado (COL)
Gols: Raphinha, aos 9’/1ºT (1-0); Muñoz, aos 47’/1ºT (1-1)
Público: 70.971 presentes.
Brasil: Alisson, Danilo, Eder Militão, Marquinhos e Wendell (Endrick); Bruno Guimarães (Douglas Luiz), João Gomes (Ederson) e Paquetá (Andreas Pereira); Raphinha, Rodrygo (Savinho) e Vini Jr. Técnico: Dorival Júnior.
Colômbia: Camilo Vargas; Muñoz, Cuesta, Sánchez e Machado (Mujica); Lerma, Richard Ríos (Uribe), James Rodríguez (Carrascal), Arias e Luiz Díaz (Sinisterra); Córdoba (Borré). Técnico: Nestor Lozano
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A 1ª edição do Corre Acre realizada nessa sexta, 15, de maneira simultânea em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Feijó e Tarauacá foi um sucesso e com grande participação de atletas de corredores de fins de semana.
“A meta de democratizar as corridas de rua. Não existem taxas, camisetas. É preciso colocar o tênis e ter disposição para correr e socializar. O evento contou com uma grande participação em todos os municípios e isso nos incentiva a ampliar o projeto”, declarou a idealizadora do Corre Acre, Cláudia Pinho.
Apoio do Estado
Segundo Cláudia Pinho, o Estado foi um parceiro importante do evento por meio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros garantindo a segurança e a organização do trânsito em todos os municípios.
Próxima edição
Cláudia Pinho pretende definir na próxima semana a 2ª edição do Corre Acre e a intenção é levar o evento também para região do Alto Acre.
“Esse é um projeto para os 22 municípios. Vamos promover saúde e diversão de maneira gratuita”, afirmou a coordenadora do Corre Acre.
Na manhã desta segunda-feira, 20, no auditório da Prefeitura de Mâncio Lima, foi realizado o sorteio do Copão Manciolimense de Futebol 2026. O evento contou com a presença do secretário municipal de Educação, Cultura e Esporte, Júnior Pinho; da secretária municipal de Saúde, Rusie Lima; do secretário de Articulação Institucional, José Luiz Bentes; do chefe do Departamento de Esportes, Zehilton Rodrigues; do coordenador regional de esportes da Secretaria de Estado, Danilo Chagas; e do presidente da Liga Manciolimense de Futebol, Claudomir Lebre.
Organizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte, por meio do Departamento de Esportes, o Copão contará com a participação de 36 equipes, representando a zona urbana, a zona rural terrestre e fluvial. As regiões do Rio Moa e Rio Azul terão duas equipes cada, além da participação de uma equipe da Terra Indígena Puyanawa.
A competição conta com o apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, que contribui com equipamentos e formação da arbitragem, e da Liga Manciolimense de Futebol, parceira na organização, mobilização das equipes e apoio técnico.
Segundo o secretário Júnior Pinho, o Copão marca o início do calendário esportivo de 2026 no município. “Serão 36 equipes envolvendo todo o município, desde as cabeceiras dos rios, os ramais e a zona urbana. É uma atividade esportiva que movimenta a cidade, a classe desportista e também a economia local. O esporte é saúde, é segurança pública e é educação. Estamos iniciando nosso calendário com essa grande competição. A premiação ultrapassa R$ 20 mil, contemplando primeiro, segundo e terceiro lugar. Para nós, é uma satisfação realizar mais essa atividade esportiva”, destacou.
Durante o sorteio, uma equipe de profissionais da saúde orientou os clubes sobre os cuidados necessários na pré-temporada. A Secretaria Municipal de Saúde irá realizar exames de eletrocardiograma, que serão obrigatórios para todos os atletas participantes.
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O profissional de educação física Agilson Dias ressaltou a importância da prevenção: “O exame de eletrocardiograma tem como objetivo prevenir problemas cardíacos, que muitas vezes são silenciosos. Com esse acompanhamento, atletas, árbitros e todos os envolvidos poderão participar com mais segurança. Além disso, haverá orientação com fisioterapeuta para avaliação de coluna, joelho e demais aspectos físicos. Toda prática esportiva exige esse cuidado para garantir mais qualidade de vida e um bom rendimento do atleta.”
A arbitragem também passou por formação oferecida pelo Governo do Estado, capacitando tanto profissionais que já atuam na área quanto novos interessados em se qualificar.
De acordo com o chefe do Departamento de Esportes, Zehilton Rodrigues, a preparação para o Copão começou ainda no mês de março. “Estamos desde março organizando essa competição. Aguardávamos a autorização do prefeito para dar início ao Copão. Este será o primeiro Copão Manciolimense de Futebol com 36 equipes, incluindo times do Rio Moa, Rio Azul, comunidades indígenas e da zona urbana. Hoje realizamos o sorteio, com 19 jogos definidos para a primeira fase. A competição terá início nos dias 9 e 10 de maio, seguindo até o mês de julho, quando acontecerão as finais”, explicou.
Com premiação superior a R$ 20 mil, o Copão Manciolimense de Futebol promete movimentar o município, fortalecer o esporte local, a economia e promover a integração entre as comunidades ao longo de toda a competição. A disputa tem início no mês de maio e se estende até julho. A abertura oficial será realizada no sábado, 9 de maio, com uma rodada especial envolvendo quatro equipes: Bom Sossego x Puyanawa, Atlético Vila x São Domingos, Acreano do Banho x Guarani e Nacional dos Normando x Atlético São José, marcando o pontapé inicial de uma das maiores competições esportivas do município
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) divulgou nesta terça-feira (7) os novos valores de premiação para a Copa Libertadores da América e a Copa Sul-Americana em 2026. Os números representam um novo recorde histórico e reforçam o crescimento financeiro das competições no continente.
Na Libertadores, um clube pode acumular mais de 40 milhões de dólares (cerca de R$ 206 milhões) ao longo da campanha. Para efeito de comparação, o Clube de Regatas do Flamengo recebeu 24 milhões de dólares pelo título conquistado em 2025.
Já na Sul-Americana, o total arrecadado por um campeão pode chegar a 12,9 milhões de dólares (mais de R$ 70 milhões), sendo 10 milhões garantidos apenas pela conquista.
Vitória na fase de grupos continua sendo premiada
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A Conmebol manteve o modelo de bonificação por desempenho na fase de grupos, com valores atualizados.
Libertadores: cada vitória renderá 340 mil dólares (cerca de R$ 1,75 milhão), um aumento em relação aos 330 mil pagos anteriormente
Sul-Americana: o bônus por triunfo será de 125 mil dólares (aproximadamente R$ 650 mil), acima dos 115 mil da última edição
Valores crescem ao longo das fases
Na Libertadores, a premiação começa com 1 milhão de dólares na fase de grupos e cresce progressivamente até chegar a 25 milhões para o campeão e 7 milhões para o vice.
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Na Sul-Americana, os valores partem de 300 mil dólares e alcançam 10 milhões para o vencedor, enquanto o vice recebe 2,5 milhões.
Especialistas apontam impacto direto no futebol brasileiro
Para especialistas do setor esportivo, o aumento das premiações tem impacto direto na gestão financeira dos clubes.
Segundo Joaquim Lo Prete, da Absolut Sport, o crescimento dos valores reflete uma estratégia bem-sucedida da Conmebol na valorização das competições.
Ele destaca que a entidade vem ampliando receitas ao atrair patrocinadores e melhorar a experiência do torcedor, o que fortalece os torneios ao longo do tempo.
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Já Thales Rangel Mafia, da Multimarcas Consórcios, avalia que as premiações deixaram de ser apenas um bônus e passaram a ocupar papel central no planejamento financeiro dos clubes.
De acordo com ele, o aumento das cifras cria um ciclo em que o sucesso esportivo gera mais receitas, que por sua vez financiam equipes mais competitivas. Por outro lado, alerta para o risco de dependência excessiva desses resultados.
Na mesma linha, o especialista em finanças esportivas Moisés Assayag afirma que a tendência é de maior investimento nos elencos, tornando o desempenho em campo cada vez mais decisivo para a saúde financeira das equipes.
Confira os valores das premiações
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Libertadores
Fase de grupos: 1 milhão de dólares
Vitória na fase de grupos: 340 mil dólares
Oitavas de final: 1,25 milhão de dólares
Quartas de final: 1,7 milhão de dólares
Semifinal: 2,3 milhões de dólares
Vice-campeão: 7 milhões de dólares
Campeão: 25 milhões de dólares
Sul-Americana
Fase de grupos: 300 mil dólares
Vitória na fase de grupos: 125 mil dólares
Playoff (pré-oitavas): 500 mil dólares
Oitavas de final: 600 mil dólares
Quartas de final: 700 mil dólares
Semifinal: 800 mil dólares
Vice-campeão: 2,5 milhões de dólares
Campeão: 10 milhões de dólares
O aumento expressivo das premiações reforça a importância das competições sul-americanas no cenário internacional e evidencia o papel estratégico que elas passaram a desempenhar no equilíbrio financeiro dos clubes.
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